Super coisa nenhuma

Eu tenho um super poder.

Tanto tenho que ganhei a alcunha de ‘Heloíza Sem Filtro’. Oscar Wilde até tentou me dar um alerta. Mas não funcionou. Por que essas coisas não funcionam. A gente só aprender a conviver mesmo.

Eu sou super sincera.

Do tipo que, quando não fala algo, se contorce, fica nervosa. Sou dessas que, ao ouvir alguma coisa idiota, vai sair um comentário dois segundos depois. Eu digo que eu apenas falo o que todo mundo quer falar – mas não tenho filtro o bastante pra segurar. Eu vou e vomito as palavras mais esquisitas do mundo.

Algumas vezes – a maioria das vezes, alo alo graças a deus – as pessoas caem na gargalhada. Me acham sagaz, esperta, rápida no gatilho. Outras ninguém entende.

O lado bom de ser super sincera é que eu acabo não mentindo nunca. O que também se torna um problema em situações constrangedoras. Tipo comer algo ruim. Ou conversar com alguém que eu não suporto. Minha diplomacia foi parar em Marte e isso não é nada bom.

Pelo menos eu sempre tenho uma piada em ‘mãos’. Boa ou ruim, ai eu já não sei responder…

trololo

Essa é a primeira segunda feira, desde o dia 01 de abril, que eu dormi a noite inteira. Esse final de temporada de Game of Thrones me deixou em uma tamanha depressão. Tanto que fui contra a promessa que havia feito a mim mesma de só comprar o 5º livro em julho, quando fosse pra o Rio de Janeiro, mas nem.

Por isso, resolvi listar meus personagens favoritos de Game of Thrones SÉRIE. E vamos lá.


Amamos odiar pseudo-dragões.

Ah, Viserys. Seu safadinho.
Metade do meu amor pelo Viserys é o Harry Lloyd e a interpretação dele. Ele vem dessa nova leva de atores ingleses com menos de 40 anos e que são muito muito muito bons. E só assim pra fazer com que alguém goste do Viserys… É tipo ‘Loki’, do Avengers: louco, psico, medonho, nojento, mas você ama, AH, você ama. E você ama tanto que a maior alegria é ver ele morrer. Isso sim que é amor de verdade.


*looping eterno*

Rapaz. Esse foi amor a primeira vista. Reconheci logo que era irlandês. PAM! Depois eu amei o jeito que ele anda. PAM! E a ironia. PAM! E as roupas. PAM! E o amor não correspondido, que sofreu/sofre, que virou el rey de las putas, mas que ali dentro bate um coração apaixonado. PAM! Tinha que ser amor. TINHA. Littlefinger é outro daqueles que não vale nada. No livro, pelo menos até o 3º, ele nem é tão legal assim (só no julgamento do Ned, por que… né?). Depois a coisa começa a funcionar e… PAM! E, novamente, metade do amor que eu sinto por ele é culpa do Aidan Gillen. Um dos melhores atores da série e eu o acho parecido com o meu namorado se ele deixasse a barba crescer (e ficasse uns 20 anos mais velho, mas eu posso esperar).


Rhaegar Who?

Gosto do Barristan de graça. Ele é justo, bom, forte, heroico. Só isso já vale a pena amar. E todo mundo sente pena dele no final. Poucas cenas, boas cenas e todo mundo fica no final: pra onde papai noel foi? Ele até poderia ser o Westeros World Champion de esconde-esconde, mas esse prêmio é do Tio Benjen (who? who?). De todos os cavaleiros de Game of Thrones, sir Barristan só perde, na minha mente, do Rhaegar. Mas como existe vida e livro sem Rhaegar, bem, ele é o fodão.


Vladimir Putin, você por aqui?

Roose Bolton é como aquele seu coleguinha de escola que, por mais que te pague um lanche e te dê chiclete, você sabe que ele não presta. Me lembra uma história que um leitor aqui do blog contou pra mim: que uma garota parou de dar carona pra ele por que ele a tratava bem demais. Paulo, você é o Roose Bolton daquela menina. Deal with it. Por que vejamos e convenhamos, uma família que o simbolo é um homem esfolado não pode valer de muita coisa. Roose da série é muito diferente fisicamente do Roose do livro. E isso me deixou pê da vida. Até que ele falou pela primeira vez… CID MOREIRA, CADÊ TEU DEUS DA VOZ GROSSA AGORA? Fora que o Michael McElhatton é irlandês, que na minha calçada imaginária da fama faz com que ele ganhe muitos pontos.


PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU O QUÊ?

– QUE HOMEM MARAVILHOSO, MEU DEEEEUS!
– Pensei que você não gostava de musculosos
– *cri cri cri*

Olha, eu nem gostava. Antes do Drogo, só tinha sido o Tom Hardy em Huthering Weights. Que, na boa, não é metade cafuçu que o Drogo é. No inicio, todo mundo acha ele um escroto. Mas depois que a Dany tem aquelas aulas com a Doreah… Gente. Metade do que a Dany é (o discurso vai soar meio machistas, mas entendam: a única coisa que a Dany tinha antes era o Viserys, que era um nojo – MENTIRA, TE AMO) foi graças ao casamento dela com o Drogo. Ela era reprimida, foi quase vendida ao cara por um irmão maníaco que, por pior que fosse, ela sonhava em se casar com ele, ela foi criada em uma bolha onde, caso ela saísse, todo mundo queria matar ela. Drogo foi quem ‘estourou’ essa bolha. E a história de amor deles é uma das melhores (se não a melhor!) do seriado.


Metade da minha atuação na série…

Deixa eu contar. Meu cunhado, Felipe, já havia lido os 3 livros quando eu acabei a série. E, ao ler o primeiro livro, eu só ouvia falar do Stannis. Como não me importo com spoiler tanto assim, fui atrás dele pra perguntar WHO THE HELL IS STANNIS BARATHEON?
“É o verdadeiro rei”
E eu não podia concordar mais. Stannis é chato, mas justo (ok, tem lá o dementador de Renly, mas…). Ele é comandante, um soldado. As pessoas podem até achar ele um pain in the ass imenso, mas temos que admitir, na situação atual, ele seria um rei muito bom.


I lost my fingers before it was cool (suck it, Umber!)

Indo pelo ponto de vista que o Davos que narra o núcleo Stannis da parada, é meio óbvio gostar dele. E eu também gosto muito do Liam. Já conhecia o trabalho dele pré-GOT e gostava, logo, fico fácil gostar dele como Davos. Davos, junto com o Jaime, são os personagens mais ‘injustiçados’ da história. Tem gente que acha Davos um baba ovo sem fim. Mas a história dele me lembra a Dany: quem era ele na night antes do Stannis? Nada. Só um contrabandista. A amizade deles é muito verdadeira, pelos dois lados. Davos deve tudo ao Stannis, mas isso não é o mais importante pra ele. O importante é que, graças ao que ele se tornou, ele teve a chance de dar aos filhos um futuro que ele não teve. Por que na série ele só tem o Matthos, que é um porre. Mas no livro são 7! E ele perde 4 em Blackwater Bay.

Ficaram poucos personagens (e nenhuma mulher), mas eu vou continuando a lista aos poucos.

born to be wild

Primeiro ponto.
Fui pra o show de Paul McCartney. Até ai já seria o bastante. Mas eu fui pra o show de Paul McCartney recifense e saí de lá como Recifiana.

Segundo ponto.
Van Halen, Whitesnake, Journey, Mr. Big. Tirem os anos 80 do meu juízo. Ou me arrumem uma nova playlist pra dormir que não seja algo na voz do Steve Perry.

Terceiro ponto.
Como se musealiza a dor? O sofrimento? A tristeza? A tortura?

Quarto ponto.
Deus é bom e eu não tenho alergia à camarão.

Quinto ponto.
Não estou mais na puberdade. FORA ESPINHA! FORA DA MINHA VIDA.

Sexto ponto.
Irlanda. 3 anos e sem previsão de voltar não era bem o que eu tinha em mente.

Sétimo ponto.
Máquina do tempo. Qual a dificuldade de se criar uma máquina do tempo?

Oitavo ponto.
35 quilos a menos. E um endrocrinologista/nutricionista que seja legal e não se ache o dono da verdade (nunca dou sorte com eles).

Nono ponto.
Sinto sua falta. Muita. Extrema. Como as coisas ficam agora?

Décimo ponto.
Keep it simple. Always.

sobre ar condicionados, cardigans e convites para eventos no facebook

Não me convidem para eventos. Eu não vou. Não insista. Eu não vou.

 

E pronto.

Já passei dessa fase de ouvir da minha mãe ‘você precisa ser mais sociável’. Eu não preciso. Nem vou. Acho 90% das pessoas um saco. Gosto de ler quadrinhos no computador e tudo bem no final.
Afinal, pra que existem 230324984843774 trilhões de sites no mundo? Para serem descobertos, vasculhados, imaginados, lidos, comentados. A internet é tão grande quanto a minha vontade e meu bom humor. Existe tanta gente no mundo que sai todas as noites para dançar, comer, beijar, beber, viver a vida perigosamente. Perigoso, para mim, é ser alérgica à bicho de pelúcia e dormir num quarto com, no minimo, 50 deles. Alergicamente Perigosamente.