Falando a verdade.

Falando a verdade, de verdade mesmo, meu mês na Europa foi fantástico. Não foi perfeito, mas foi fantástico. E fantástico é uma palavra que eu uso pouco pra descrever momentos na minha vida.

A outra verdade é que eu não queria ter voltado. Claro, eu sabia que ia voltar, mas não queria. Acho que ainda não voltei. Ou não voltei completa e não sei quando o que ficou vai voltar.

Ou se vai voltar (pra falar a verdade, eu espero que não… e pra continuar falando a verdade, eu sei que vai).

Eu posso falar a verdade e dizer que Berlin é, no fundo, uma cidade meio triste. Que neve é mais legal quando a gente está acompanhado de alguém que nos faça rir.

Vienna, então, parecia meio suja e bagunçada. Tinha lama em todo canto, na verdade. Mas até um parque cheio de lama é bom quando a gente tem alguém pra segurar nossa mão e ajudar a gente a não escorregar.

Budapeste soa meio perigosa e perdida, e é mesmo. Mas um sorriso ao receber um hambúrguer com 3 hambúrgues e destruir o negócio todo, pensar que a pessoa na sua frente vai te achar uma ogra, enquanto ele acha que nunca viu um rosto mais feliz na vida.

Bruxelas é meio amalucada, tem de tudo um pouco. Mas tem cerveja, tem companhia e sempre se pode roubar o segundo gole da cerveja alheia. De verdade.

Malmö é fria em todos os sentidos. O vento parece cortar sua alma, mas a chuva da janela não te assusta. O café da manhã deitada na cama não assusta. Jogar dardos e ser massacrada numa partida nem é a pior coisa do mundo.

E tem muitas outras verdades que eu aprendi e, o problema, é que essas não são as minhas verdades agora. E isso, ao menos ao que parece, eu ainda não entendi.

#helotakestheworld: O que eu vou levar.

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Eu sou muito exagerada em bagagem. Muito. Nem lembro quantas vezes já separei mil coisas para viajar e usei as mesmas roupas.
Por que, além de exagerada, eu sou apegada às minhas roupas. Ou seja: uso as mesmas roupas o tempo todo. E sempre que eu viajo, eu acabo aproveitando pra tentar roupas que eu não uso tanto por aqui. No fim das contas: minha mala tá sempre lotada. SEMPRE.
A última vez que fiquei um mês fora de casa levei uma mala com 10kg, outra com 25kg. Sim. Pra um mês. Em Buenos Aires, por uma semana, levei 17kg.

E gente, 17kg é muita coisa.

Dessa vez eu decidi fazer diferente. Levar a menor quantidade de coisas possível. Por já ter viajado um tanto, acabei aprendendo como se vestir em viagens e o que a gente realmente usa/não usa. Em relação às roupas, eu faço um post especial, mas, por enquanto, trouxe algumas dicas de coisas que eu vou levar na viagem.

1. Kobo – Ou Kindle ou Liv ou qualquer um leitor de e-book.
Os motivos são vários. Primeiro, eu não saberia escolher qual livro levar. Sempre o mesmo drama. Já tenho o Kobo a mais de um ano e não me arrependo de ter comprado. Continuo amando livros e continuo comprando livros (menos, mas continuo). Mas, para viajar, a praticidade do Kobo ganha mil vezes.
É leve. Muito leve. E fininho, cabe em qualquer lugar. No meu caso, eu tenho um Kobo Glo, que tem luz. A luz é facilmente controlada para que não incomode os olhos. Quando fui pra Buenos Aires sem setembro do ano passado, dividi quarto com minha mãe e, quando ela ia dormir e eu não estava com sono, era só ligar o Kobo e ler. Não incomodava ninguém e eu ainda conseguia ler até o sono chegar. Além disso, o Kobo tem navegador e pega wi-fi. O navegador é bem lento e é em preto e branco, mas em uma emergência, pode ajudar bastante.

2. Lanterna
Esse foi experiência própria. Dividir quarto e a pessoa precisa de algo no meio da noite e não pode acender a luz? Lanterna.
Por exemplo, eu vou pousar em Berlim de 23:30. Da hora que eu pousar até a hora de chegar no hostel… sabe lá que horas vai ser. Já vou carregando um pijama, uma toalha e a lanterna, prontinhas para serem usadas quando chegar no quarto e não atrapalhar ninguém.

3. Canivete
Basicamente, é uma faquinha pequena. Pra cortar etiquetas, comida, tags de mala, qualquer coisa que apareça no caminho. É realmente bem pequeno (o meu, no caso), mas pode ser bem útil no desespero e na falta de, sei lá, uma tesoura mais parruda.

4. Mochila pra o dia-a-dia
Eu sou louca por mochilas. Louca mesmo. Tenho várias. Mas comprei outra, a clássica da Jansport, pelo simples fato dela ser MUITO leve. Mochilas costumam ser, mesmo vazias, mais pesadas do que bolsas normais, mais parrudas mesmo. A Jansport é bem levinha e tem garantia pra vida toda. Pois é. É espaçosa, mas não é gigante (o que é um PROBLEMA pra mim que amo carregar o mundo nas costas).

5. Space Bag
MELHOR COMPRA (mentira). Space Bag não é nada mais, nada menos que uns sacos, tipo zip lock, com uma entrada para você colocar o aspirador de pó, sugar o ar de dentro da sacola e TA-DA: diminui o tamanho do que você colocar dentro – roupas, no caso – em 50%. Eu não vou levar um aspirador de pó pra viagem. E nem sei se vou achar algum lá pra fazer isso na volta, mas, só sentar encima e dobrar já faz alguma diferença.

6. Pasta Classificadora
Sim. Daquelas com divisões dentro. Comprei uma pequena e separei por cidade. Nela, vou guardar as cartas convite dos amigos que vão me abrigar, as reservas de hotel, os tickets de passagem, tudo impresso bonitinho e organizado. Pode parecer uma besteira, mas achar um papel no meio da confusão poupa um tempo danado.

Bem, é isso por enquanto. Daqui pra viagem eu vou postando mais coisas sobre os preparativos!