Fake terapia.

– E o que te traz aqui?

– Sabe, eu me formo em um mês. Em um mês, os quatro anos e dois meses mais longos da minha vida vão acabar.

– E isso é bom. Uma fase completa, essas coisas.

– Não, você não tá entendendo. Quatro anos. Nem meu namoro durou tanto. E olha, eu não sei o que eu fiz. Ou o que eu faço. Eu tô perdida. Totalmente. Não sei se vou embora. Se fico. Se luto. Se jogo.

– São 4 anos, talvez você precise de paz.

– Paz? MAS O QUE PORRA É PAZ? Eu nunca tive paz antes. Como eu vou ter paz agora?

Tem coisas que nem seu fake terapeuta consegue responder.

Vende-se bom senso

Vez ou outra a gente se depara com umas situações que nos fazem acreditar na veracidade de comédias pastelão e videos de pegadinhas.

Se a arte imita a vida, até eu posso ser a protagonista.

Estávamos eu e uma amiga na Casa da Cultura. Eu precisava comprar presentes para meus amigos em Salvador e aproveitei que tinha que dar uma olhada na Casa pra fazer as fotos da minha apresentação de TCC, matei dois coelhos em uma cajadada só.

Até que, a vendedora de uma lojinha sem graça e que não tinha o que eu queria…

– Você estoura essas espinhas, né?
– Não.
– Você come muita comida de milho? Por que quando eu comia muita comida de milho, meu rosto ficava assim como o seu.
– Não.

Nessa altura do campeonato, a minha amiga já estava com os ouvidos pegando fogo e saiu da loja em disparada.

Ouvi mais uns dois minutos, de cabeça baixa. Fui embora agradecendo e me prometendo uma coisa:

próxima vez, eu mando tomar no cú. Podem ser variações como ‘por que você não cuida da sua vida?’ ou ‘tá, e eu com isso?’ ou ‘desculpa, mas eu pedi sua opinião?’. Mas todas as frases, no fim das contas, significam a mesma coisa.

Eu tenho 22 anos, muitas espinhas e quase 90kg, o que é muito para alguém de 1.60. Fácil? Não, nem é. Pretendo emagrecer sim, pretendo ter a pele boa, adoraria ser mais alta. Mas enquanto eu não sou… eu tô vivendo.

Então, se você não consegue segurar sua boca pra dar uma opinião onde não foi chamado… vê se usa a boca pra comer. Se teu peso aumentar, você pode ter certeza que eu não vou te mandar pra o meu nutricionista.

O calendário do amor

Essa semana me peguei rindo sozinha: umas seis pessoas diferentes começaram relacionamentos sérios! Assim, de uma vez só, lá estava eu, curtindo uma porrada de ‘x está em um relacionamento sério com y’.

Amor pra tudo quanto é lado, bombardeado por metralhadoras.

Me lembro também que, no ano passado, vários namoros terminaram na mesma leva.

Mas pessoas que acabaram ano passado não são as mesmas que começaram esse ano ano.

O que aconteceu com as pessoas que, depois de um relacionamento estável, ficaram sozinhas? Ainda estão sozinhas?

Algumas pessoas demoram muito para abrir o coração novamente. Abrir o coração integralmente mesmo, cada parte podre e escura. Ficam extremamente apegadas a pequenos erros e detalhes, coisinhas que não funcionaram aqui e ali. Detalhes. Mas tantos detalhes que acabam virando a maior parte de tudo o que a gente tem.

Mesmo que a gente tente jogar tudo fora. Não sai.

Então, você, pessoa que saiu de um relacionamento ano passado e, um ano depois, ainda não superou: eu te entendo. Então sorria comigo. Uma hora passa.

Feriadismos

1. Comi parte do meu ovo de páscoa logo hoje, pra aproveitar alegrias de graça.
2. Lavei uma cacetada de sapato, não me chamem pra sair pois eu não tenho quase nenhum seco pra compensar.
3. E vendi sapatos. Veja só! E desse escambo vai chegar um salto alto. Vamos ver o que nisso vai dar.
4. Aproveitei pra ‘tachar’ mais coisas que eu tinha. Tô tachando tudo. Me sinto a receita federal.

e que saudade de escrever longos textos estranhos.

Tempo, tempo, tempo, já diria Caetano Veloso. Esse acordo entre nós precisa sair. Logo.

opções a, b e c ou a aventura dos 20 e poucos anos.

Comecei a pensar sobre maternidade.

Na verdade, a junção do aniversário da minha mãe, uma festa infantil da filha de uma amiga de escola (rodeada de mães e crianças, todas com seus mesmos 20 e poucos anos) e outras amigas discutindo que tá chegando a idade de ser mãe.

“Essas meninas conhecem May a mais de 10 anos”
“E você já tem filho?”

Não.
Mas tenho quase um diploma e um plano pra mestrado.

Durante tanto tempo, eu achei que ter quase um diploma e um plano de mestrado era mais do que um filho. Não é.
É uma questão de escolhas. Ok, na minha vida, eu escolhi ser rica e não sou. Mas algumas escolhas estão ai para serem feitas.

E, na boa, vendo minha amiga andando com Lis pra lá e pra cá… sei que ela fez uma boa.

365 despedidas.

Na verdade, são mais. Muito mais. A gente passa o dia inteiro jogando coisas fora, sem ao menos dar adeus.

E olha, de verdade, isso não é nada ruim não. Esvazia a bolsa, abre mais espaço no armário, muda a gaveta de lugar. Estica ali, puxa um pouco, fica mais compacto.

Seja leve. Se ficar pesado demais, você pode cair… e, ao menos pra mim, essa não é uma opção.

22 e o recomeço

Esse post era pra ter aparecido dia 22… mas bem, perdoem a demora.

Pra quem não sabe, dia 22 eu fiz 22 anos.

E 22 é meu número da sorte (e de mais umas pessoas que eu conheço). Apesar de tudo, eu não estava lá muito empolgada com o aniversário… Mas mesmo assim, eu não tenho muita escolha, né?

A gente vai ficando velho querendo ou não. E, querendo ou não, aniversário são aqueles dias em que você ouve o quão maravilhoso o mundo é e que, nesse novo ciclo, você precisa aproveitar a chance.

E, aproveitando a chance, resolvi transformar um pouco o blog. Obviamente ainda vão aparecer os textos sem pé nem cabeça que geral lê mas não comenta, mas também vou falar mais sobre mim. Sem indiretas, gente! Vou falar sobre livros, filmes, compras, decoração, sites legais, blogs legais, jogos, viagens que eu quero fazer, planos, roupas, museus, como é ter 22 anos, como não é ter 22 anos. Vou começar também um projeto 365 dias – que vai ser postado aqui no blog toda segunda – pra mostrar um pouco das coisas do meu mundo. Se brincar, até look do dia aparece por aqui! Vou falar também sobre como é ter 22 anos e ser bipolar – é, mas isso vai virar um post especial (e mensal, planos e mais planos).

That’s all folks. Até amanhã (ou hoje, se PoE resolver continuar ferrando com a minha vida).

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(e a pequena helô diz oi pra todo mundo!)