Onde foi que eu parei.

Mais de um ano sem escrever no blog.

Eu poderia colocar muitas desculpas esfarrapadas pra minha falta de escrita mas, basicamente, eu tenho vivido demais.

Uma das coisas que eu tenho vivido demais é um sentimento.

Em meados de 2013, quando eu fiquei solteira, eu me senti meio… perdida. Entre os 18 e os 22 anos, eu sempre estive em relacionamentos.
Eu não sabia como começar. Não sabia muito bem quais passos dar ou qual melhor caminho.

Entre 2013 e o final de 2014, eu vivi muita coisa. Estar solteira me fez abrir os olhos para a minha própria solidão e me fez notar que eu não precisava de ninguém. Passei a parar de ver relacionamento como uma garantia de que alguém me aturava no mundo, já que eu não o fazia. Me relacionei com muito cara bem… nada. Vivi lindas histórias que duraram 3 dias. Passei noites fora de casa olhando para o céu e me questionando em como eu poderia fazer aquele sentimento durar. Peguei na mão. Abracei. Subi e desci ladeiras em Olinda, debaixo do sol. Joguei dardos. Olhei nos olhos. Dancei ao som de Nikola Sarcevic. Dancei muito. Transformei amigos em outras coisas. Depois em amigos de novo. Eu me sentia como se estivesse com os pés perto do mar, sentindo as ondas batendo e voltando. Aproveitando cada ida e cada volta.
Me envolvi com pessoas muito diferentes. Em lugares diferentes. De maneiras diferentes. Sotaques, cabelos, rostos. Tudo era novo.

E, de algum modo, tudo foi passageiro.

E eu estava bem assim.

Estava tão bem que, quando comecei a sentir as coisas pela primeira vez, eu pensei que era mentira.
Arrumei desculpas.
Disse alguns ‘não’. Queria ter dito mais. Ao menos era o que eu pensava na época.
Desabei e desabafei.

Eu só conseguia pensar ‘de novo não, por favor’.

O ‘de novo’, para mim, era a insegurança. O medo. Os questionamentos. As dúvidas que sempre voltavam. O olhar no espelho e não ver nada. O procurar e não achar.

No fim das contas, o ‘de novo’ virou apenas… ‘novo’.
E é com esse ‘novo’ que eu tenho me virado. E é com o ‘novo’ que eu tenho sido feliz 🙂