Meus dois centavos sobre: viajar sozinha

Minha primeira viagem – e, de certa maneira, a única – foi em 2009. Eu tinha muitas expectativas, muitos sonhos, carregava muita roupa na mala (e trouxe ainda mais ma volta) e um desejo de mudança. Achava que uma viagem ia mudar completamente a minha vida. Aliás, achava que AQUELA viagem ia mudar a minha vida. Que tudo ia ser lindo. Que tudo ia ser mágico. The time of my life com minha versão do Patrick Swayze.

No fim, foi um pouco disso sim. Mas não tudo.

Depois disso, viajei “sozinha” algumas outras vezes. Ou ficava na casa de amigos e passava – efetivamente – pouco tempo sozinha.

Daqui a pouco mais de três meses, eu embarco mais uma vez. A mesma duração da primeira viagem, 28 dias. E, mais uma vez: sozinha (ou quase isso, já que vou encontrar alguns amigos no caminho).
A diferença – além do roteiro, claro – sou eu.
A expectativa foi preenchida (em sua maior parte) por uma felicidade simples. O desejo de descoberta ainda existe, mas sem os planos que transformavam a descoberta em um… plano.

Se essa viagem vai completar o que eu não senti ou experimentei na primeira, eu não sei. Mas é bom saber que meu coração está mais leve e mais aberto do que estava em 2009.

Espero que a Europa esteja pronta pra isso.

Anúncios