i’m going through changes

Bota pra tocar e vamos lá.

Do ano passado pra cá, minha vida virou de cabeça pra baixo. Eu tinha muitas coisas que hoje não tenho mais e tenho muitas coisas que nem imaginava ter. Hoje tenho amigos que eu nem imaginava que teria, relacionamentos mais complexos, laços mais fortes e maduros. Hoje eu assisto e entendo um tiquinho sobre Hockey, leio três livros por dia, estou aprendendo a conviver com a falta de planos e fracassos. Ano passado (e até um pouco de tempo desse ano), a melhor solução era confabular com meu próprio cérebro se valia a pena passar pra próxima fase ou eu devia simplesmente desistir do estágio atual. Como se a minha vida fosse um jogo de Candy Crush (que eu deletei do celular, me sinto vitoriosa).
2013 não foi fácil. Me fudi tanto em tantas coisas que eu nem lembro mais… e esse é o ponto. Eu nem lembro mais. E pra mim, que tenho uma memória prodigiosa, é bem difícil de acreditar. Mas em 2013, eu tive pra quem correr. Podia ligar pra alguém bater na minha casa quando eu não conseguia fazer nada, podia agendar uma viagem de última hora – e adiantar essa mesma viagem – pra fugir um pouco da realidade (e ser recebida de braços e abraços abertos). Recebi um primeiro pedaço de bolo, fui ombro pra chorar e chorei em outros ombros também. Dormi do lado, vi dormi. Abracei e abracei muito. E a gente vai recebendo sinais de que as coisas passam, ouvindo Fool for your loving, debaixo de chuva.

Não, nem Candy Crush tem tanta emoção.