C+C=A

– E você acha que eu tô com você por culpa ou por compaixão?
– Por compaixão?
– Por amor.

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Antes de você.

Antes de você eu costumava acreditar em algumas coisas. Contos de fadas, papai noel, coelho da páscoa, na felicidade gratuita. Antes de você eu vivia apenas numa bolha.

Antes de você eu não acreditava nos elogios que você me disse. Eu não acreditava que alguém podia gostar de mim pelo simples fato de que eu não possuo um padrão. Não acreditava que alguém gostaria de mim pelo meu peso ou pela minha capacidade de, inevitavelmente, fazer besteira. Antes de você eu acreditava em tudo. Agora, só acredito no que está na minha frente.

Antes de você tudo parecia soar simples. E era simples mesmo. Antes de você eu era cega para mim mesma. E acredito que continuaria cega, se você não tivesse aparecido. Ser cega era simples. Mas nada ficou simples depois que você apareceu.

Antes de você eu escondia segredos sobre mim, fechados a sete chaves, debaixo do oceano. Antes de você eu apenas não acreditava que alguém abriria aquele cofre. Antes de você eu acreditava que boa parte de mim era um segredo de estado, uma área 51 perdida no meio dos meus diários. Você chegou e escancarou tudo, deixou tudo ali aberto e livre pra leitura.

Antes de você tudo era como devia ser.

Agora… agora tudo vai ser como vai ser.

what if…?

“Se tudo não tivesse caído ponte abaixo, hoje como nós estaríamos?

Noivos?

Talvez.

Prontos?

Possivelmente não.
Mas isso não parecia importar.

Por que a gente tinha – ou achava que tinha – o que precisava pra dar qualquer passo em falso. Pra cair de qualquer penhasco. Pra pular de qualquer avião.
Ninguém ia vencer o que nós tínhamos construído.

Só nós mesmos”