rehab

Primeiro eles te ligam. Eles, sua dupla de amigos que anda sempre junta.

Te pegam. E lá começa.

O primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto chopp.
Eles, você sabe, não bebem impar.

Depois, posto de gasolina. Mais duas pra você.
E mais duas na pracinha.

A cabeça dói, você já tinha chorado por todos os motivos possíveis. É impossível não falar dele. Não pensar nele. Não lembrar. Foi com ele que você ‘aprendeu’ a beber. E era com ele que você queria olhar nos olhos, sentar na pracinha com Stella Artois quente e engolir tudo de uma vez só.

Depois de se arrastar pelas escadas, você chega em casa. Tira o short, liga o ar, cai na cama.
Olha para o chão e vomita todas as costelinhas de porco, todo o nhoque. Tudo fica ali, no pé da sua cama. E, sem forças, você dorme.

Você acorda. 5hrs da manhã. Ao levantar, esquece do empecilho no caminho. Hora de limpar aquela bagunça. Limpa, escova os dentes, lava o rosto, bebe água. E, de alguma maneira, se sente mais leve. Sente que algo – que não sairia com o vômito – saiu de você.

Pelo menos um pouco.
E nem doeu tanto assim… até agora.

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