pra dizer adeus

A gente nunca tá preparado pra essas coisas, Leon.

Nunca.

Nem eu, nem você, nem ninguém. Mas aconteceu.

Ontem, conversando com Pedro, eu me vi rindo. ‘Corpo de garoto aparentando 14 anos’. Sério? Mesmo com teu 1.80, tu era magro que nem uma vara. Tanto que te deram 14 anos quando, na verdade, você tinha 16! Pode parecer até besteira, mas eu sabia que tu ia ficar super irritado. E todo mundo ia rir da sua cara. Talvez você esteja até rindo, ai no céu.

Desde que você foi embora, eu pouco saí de casa. E, basicamente, todas as vezes que eu saí, eu passei exatamente onde aconteceu. E não consigo não olhar. Procuro por placas, por sinais, por respostas.

Procuro explicar o fato de você ter ido embora. Logo você, covarde e medroso. O bebê do papai e da mamãe, o mais novinho, o único menino, cheio de manha. Bonzinho, bobo, fazia tudo o que todo mundo pedia. O jeito magrelo e desengonçado. Com o corpo alto e tão magro, andando de um jeito engraçado.

Lembrei da formatura de Helvia. Lá fui eu e você dançar forró. Claro que não daria certo. Um canhoto e uma ambi-destra. Mas até que não foi tão ruim. Ou foi?

Agora eu só quero pensar que foi mais uma lembrança nossa. Das muitas que vão ficar por aqui.

E vão ficar pra sempre.

capim

Pintei parte do meu cabelo de rosa.

Magenta, rosa, enfim. Ficou mal feito, manchado, super rosa.

E eu não tô nem aí.

Aos 21 anos, eu tenho o direito de fazer besteiras quando quiser. Agora, com o cabelo rosa, vou precisar aprender novas combinações de cores, novos jeitos de ‘funcionar’.
Tudo que é novo anda me atraindo bastante.

E se ficar ruim. Cabelo cresce.

E pessoas também.

quem diria?

“Quem diria que viver ia dar nisso?”

É. Essa sou eu citando Caio Fernando Abreu.

Mas ah, quem diria?
Quem diria que um sim se transformaria num não? Uma nova chance se transformaria numa ferida? Uma viagem se transformaria numa transição? E um beijo em um novo romance?

Eu não li isso no Manual de Instruções.

Acabei mudando um monte de coisa. Mudei layout, mudei about. Fui atrás de um emprego. E acho que até que vou conseguir.

Pessimismo, cadê você?

Mais uma vez, minha mãe bancou meu ‘ticket outta loserville’. Lá vou m’imbora pra o Rio de Janeiro de novo. Existe amor lá. E eu vou atrás desse amor, por que eu tô merecendo.

Quem diria, não é? Quem diria…

My favorite things.
(De cima pra baixo, da esquerda para direita)
– Funeral for a friend, Spilling blood in 8mm, meu DVD musical favorito e minha relíquia, além de ter a capa mais maravilhosa do mundo ❤
– Jack Skellington Mickey, ou seja, duplamente disney. Além de ser uma miniatura, um dos meus vícios.
– Pansy, a ovelha de pelúcia irlandesa que me ajudou a dormir durante um mês sem Babinha
– Caneca da Mafalda. Coleciono canecas desde 2009, essa é uma das minhas favoritas, por que tem a minha personagem de quadrinhos (outra paixão minha) favorita.
– logo embaixo, bottons do Cavaleiros do Zodíaco (e dos meus favoritos: Hyoga, Dohko, Shaka e Máscara da Morte).
– Ao lado, meu livro favorito.
– Minha sapatilha favorita, comprada em julho, por 29,90 no Rio de Janeiro.
– Dentro da sapatilha, meu mini Totoro saltitante
– Abaixo, minha Lomo Action-4
– Meu moleskine companheiro, da Teneues, que eu ganhei da Mari de presente de 'ajuda' no casamento. Outra dupla referência: ovelhas (<3) e cadernos.
– Antes do amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol.
– Miniatura da cadeira panton, amarelinha e linda.

girl, put your records on

Quanto tempo, não é?

Tenho ficado bastante tempo no computador. Vendo filmes, conversando pelo skype. Curtindo o que tenho de curtir… pelo menos até dia 06 de outubro.

Por que eu cansei de pensar nas coisas ruins. Cansei de pensar no que foi embora… Penso melhor quando penso no que ficou. No que apareceu de surpresa. No que eu escolhi ficar. Na incerteza, como já chegaram a me dizer.

E desde quando aquarianos tem certeza de alguma coisa?

Esse horóscopo nunca fez muito sentido pra mim.