pra não dizer que não falei das flores

Os primeiros passos quando se conhece alguém novo são muito complicados.

Funciona como uma brisa batendo num dente-de-leão. Qualquer vento mais forte acaba rompendo tudo…

Cada parte da pessoa, cada nova singularidade que a gente descobre, cada novo detalhe que é arquivado na memória. Engraçado como algumas pessoas resistem ao vento, outras espalham-se por ai.

Fazia algum tempo que as pessoas, no meu coração, apenas se espalhavam. Os olhos se batiam, sorrisos até chegavam a nascer, mas iam embora com a mesma rapidez. Ninguém parecia disposto a continuar ali, nem eu parecia disposta a continuar qualquer coisa. Faltava algo.

Faltava a sinceridade desvelada, os conceitos complexos com (ou sem) ajuda de uns goles de cerveja, faltava um pouco disso e daquilo.

E agora falta um prendedor de cabelo a menos na minha gaveta. Mas eu sei que ele foi parar em boas mãos.

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