Eu nunca me preocupei muito com a vida: sempre me importei mais com os sonhos. Para mim, os sonhos separavam as pessoas da mediocridade, do marasmo. Mas eu esperava que meus sonhos me separassem da realidade.

Escrito em algum momento de 2009

pra não dizer que não falei das flores

Os primeiros passos quando se conhece alguém novo são muito complicados.

Funciona como uma brisa batendo num dente-de-leão. Qualquer vento mais forte acaba rompendo tudo…

Cada parte da pessoa, cada nova singularidade que a gente descobre, cada novo detalhe que é arquivado na memória. Engraçado como algumas pessoas resistem ao vento, outras espalham-se por ai.

Fazia algum tempo que as pessoas, no meu coração, apenas se espalhavam. Os olhos se batiam, sorrisos até chegavam a nascer, mas iam embora com a mesma rapidez. Ninguém parecia disposto a continuar ali, nem eu parecia disposta a continuar qualquer coisa. Faltava algo.

Faltava a sinceridade desvelada, os conceitos complexos com (ou sem) ajuda de uns goles de cerveja, faltava um pouco disso e daquilo.

E agora falta um prendedor de cabelo a menos na minha gaveta. Mas eu sei que ele foi parar em boas mãos.