it’s just life

Com toda essa coisa de fim de namoro e tudo mais, estou tentando ser mais otimista.

Lendo livros mais felizes, vendo filmes mais alegres, fazendo planos mais otimistas. E lembrei dessa música. Sabe-se lá quando ou como eu conheci Wicked, só sei que agora eu aprendi a cantar as músicas, assistir os videos e sonhar no meu dia na primeira fila da Broadway.

Sonhos otimistas, lembram?

Dai resolvi levar essa música como mantra do mês. Digo, eu vou viajar em pouco mais de duas semanas, uma viagem que estava sendo planejada em grupo, depois em dupla e, agora, metade dela vai ser planejada sozinha. Eu e eu mesma. E nessa jornada de auto-descobrimento, sempre tem espaço pra uma frase que faz sentido. Então, aprendam:

“Nothing matters but knowing nothing matters: It’s just life so keep dancing through”

O que mais machuca.

Isso é um desabafo.

Eu acabei de sair de um namoro de três anos.
Eu acabei de sair de um estágio de um ano e meio.
Eu acabei de saber que a garota que eu dava aulas nos sábados vai se mudar.

Tudo isso em uma semana.

Uma dessas decisões (a segunda) foi uma decisão minha. As outras duas foram pegadinhas do destino mesmo. Não é difícil saber a que está incomodando mais…

Eu sempre ouvi que eu tinha sorte em namorar o meu melhor amigo. Nós morávamos perto um do outro, uns cinco minutos de caminhada, o que facilitava ainda mais esse fato (ele é o amigo que mora mais perto de mim). Nossos amigos eram os mesmos. Amigos meus que ‘conquistaram ele’. Amigos dele que me conquistaram. Antes de namorar, nós eramos amigos. Estudamos na mesma escola, fizemos curso de inglês no mesmo local, tínhamos os mesmo professores, ele havia até mesmo estudado com minha irmã. São 8 anos.
Só que, quando seu namoro acaba e quando você sai do estágio em uma situação meio desagradável, a única coisa que você quer é um abraço do seu melhor amigo, chorar no colo dele, assistir um episódio de How I Met Your Mother e esquecer o motivo real de estar ali. Mas esse direito acaba quando ele é seu ex-namorado.

Essas coisas que você não consegue controlar costumam ser difíceis. Muitas vezes parece que é impossível. Muita gente acha que eu ‘já joguei a toalha’, ou ‘você tá aparentando estar bem!’ ou ‘foi melhor assim’. Mas não é assim. Devo dizer que minha interpretação (principalmente pra minha mãe) está digna de um Oscar. Mas as coisas ficam guardadas aqui dentro e, estranhamente, eu resolvi colocar no blog. Sempre tive mais facilidade de escrever do que falar, então.

Novamente, isso é só um desabafo. Mas quando aquela comida estranha incomoda demais na sua barriga, é melhor coloca-la pra fora. E rezar pra não bater aquela estranha fome quando aquela comida estranha é tudo o que tem pra comer…

sobre o que eu aprendi com o amor (ou o que seja tudo isso)

Eu sou do tipo de pessoa que desliga só desliga o telefone dizendo ‘eu te amo’ e que espera um ‘eu te amo também’ (por que só o ‘também’ não convence).

Eu sou do tipo que se importa com um ‘feliz dia dos namorados’, por que, independente do que for, uma data comercial, boba, que seja, desejar um ‘feliz dia’ é sempre algo bom pra colocar um sorriso no rosto de alguém.

Eu sou do tipo que cai de boca em um bem casado e fica ouvindo Journey pra tentar esquecer que ontem, dia dos namorados, foi um dia ruim, chato, irritante e que eu só queria que acabasse.

E acabou.

trololo

Essa é a primeira segunda feira, desde o dia 01 de abril, que eu dormi a noite inteira. Esse final de temporada de Game of Thrones me deixou em uma tamanha depressão. Tanto que fui contra a promessa que havia feito a mim mesma de só comprar o 5º livro em julho, quando fosse pra o Rio de Janeiro, mas nem.

Por isso, resolvi listar meus personagens favoritos de Game of Thrones SÉRIE. E vamos lá.


Amamos odiar pseudo-dragões.

Ah, Viserys. Seu safadinho.
Metade do meu amor pelo Viserys é o Harry Lloyd e a interpretação dele. Ele vem dessa nova leva de atores ingleses com menos de 40 anos e que são muito muito muito bons. E só assim pra fazer com que alguém goste do Viserys… É tipo ‘Loki’, do Avengers: louco, psico, medonho, nojento, mas você ama, AH, você ama. E você ama tanto que a maior alegria é ver ele morrer. Isso sim que é amor de verdade.


*looping eterno*

Rapaz. Esse foi amor a primeira vista. Reconheci logo que era irlandês. PAM! Depois eu amei o jeito que ele anda. PAM! E a ironia. PAM! E as roupas. PAM! E o amor não correspondido, que sofreu/sofre, que virou el rey de las putas, mas que ali dentro bate um coração apaixonado. PAM! Tinha que ser amor. TINHA. Littlefinger é outro daqueles que não vale nada. No livro, pelo menos até o 3º, ele nem é tão legal assim (só no julgamento do Ned, por que… né?). Depois a coisa começa a funcionar e… PAM! E, novamente, metade do amor que eu sinto por ele é culpa do Aidan Gillen. Um dos melhores atores da série e eu o acho parecido com o meu namorado se ele deixasse a barba crescer (e ficasse uns 20 anos mais velho, mas eu posso esperar).


Rhaegar Who?

Gosto do Barristan de graça. Ele é justo, bom, forte, heroico. Só isso já vale a pena amar. E todo mundo sente pena dele no final. Poucas cenas, boas cenas e todo mundo fica no final: pra onde papai noel foi? Ele até poderia ser o Westeros World Champion de esconde-esconde, mas esse prêmio é do Tio Benjen (who? who?). De todos os cavaleiros de Game of Thrones, sir Barristan só perde, na minha mente, do Rhaegar. Mas como existe vida e livro sem Rhaegar, bem, ele é o fodão.


Vladimir Putin, você por aqui?

Roose Bolton é como aquele seu coleguinha de escola que, por mais que te pague um lanche e te dê chiclete, você sabe que ele não presta. Me lembra uma história que um leitor aqui do blog contou pra mim: que uma garota parou de dar carona pra ele por que ele a tratava bem demais. Paulo, você é o Roose Bolton daquela menina. Deal with it. Por que vejamos e convenhamos, uma família que o simbolo é um homem esfolado não pode valer de muita coisa. Roose da série é muito diferente fisicamente do Roose do livro. E isso me deixou pê da vida. Até que ele falou pela primeira vez… CID MOREIRA, CADÊ TEU DEUS DA VOZ GROSSA AGORA? Fora que o Michael McElhatton é irlandês, que na minha calçada imaginária da fama faz com que ele ganhe muitos pontos.


PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU O QUÊ?

– QUE HOMEM MARAVILHOSO, MEU DEEEEUS!
– Pensei que você não gostava de musculosos
– *cri cri cri*

Olha, eu nem gostava. Antes do Drogo, só tinha sido o Tom Hardy em Huthering Weights. Que, na boa, não é metade cafuçu que o Drogo é. No inicio, todo mundo acha ele um escroto. Mas depois que a Dany tem aquelas aulas com a Doreah… Gente. Metade do que a Dany é (o discurso vai soar meio machistas, mas entendam: a única coisa que a Dany tinha antes era o Viserys, que era um nojo – MENTIRA, TE AMO) foi graças ao casamento dela com o Drogo. Ela era reprimida, foi quase vendida ao cara por um irmão maníaco que, por pior que fosse, ela sonhava em se casar com ele, ela foi criada em uma bolha onde, caso ela saísse, todo mundo queria matar ela. Drogo foi quem ‘estourou’ essa bolha. E a história de amor deles é uma das melhores (se não a melhor!) do seriado.


Metade da minha atuação na série…

Deixa eu contar. Meu cunhado, Felipe, já havia lido os 3 livros quando eu acabei a série. E, ao ler o primeiro livro, eu só ouvia falar do Stannis. Como não me importo com spoiler tanto assim, fui atrás dele pra perguntar WHO THE HELL IS STANNIS BARATHEON?
“É o verdadeiro rei”
E eu não podia concordar mais. Stannis é chato, mas justo (ok, tem lá o dementador de Renly, mas…). Ele é comandante, um soldado. As pessoas podem até achar ele um pain in the ass imenso, mas temos que admitir, na situação atual, ele seria um rei muito bom.


I lost my fingers before it was cool (suck it, Umber!)

Indo pelo ponto de vista que o Davos que narra o núcleo Stannis da parada, é meio óbvio gostar dele. E eu também gosto muito do Liam. Já conhecia o trabalho dele pré-GOT e gostava, logo, fico fácil gostar dele como Davos. Davos, junto com o Jaime, são os personagens mais ‘injustiçados’ da história. Tem gente que acha Davos um baba ovo sem fim. Mas a história dele me lembra a Dany: quem era ele na night antes do Stannis? Nada. Só um contrabandista. A amizade deles é muito verdadeira, pelos dois lados. Davos deve tudo ao Stannis, mas isso não é o mais importante pra ele. O importante é que, graças ao que ele se tornou, ele teve a chance de dar aos filhos um futuro que ele não teve. Por que na série ele só tem o Matthos, que é um porre. Mas no livro são 7! E ele perde 4 em Blackwater Bay.

Ficaram poucos personagens (e nenhuma mulher), mas eu vou continuando a lista aos poucos.