pra meu irmão.

Dai que, um dia, ele apareceu.

Magrelo, com o cabelo bagunçado e preto, baixinho. E igual. Tão igual que assustava. Ainda assusta, mesmo tanto tempo depois.

Tem toda aquela história de que a gente escolhe as pessoas que entram na nossa vida. E escolhe também a importância que elas vão ter.
Eu escolhi quando aceitei uma proposta no orkut. Uma proposta de amizade. E pronto. Eu não acordei e disse que aquela pessoa ia ser meu irmão. Só que ia ser mais um na lista.

Hoje, parando pra pensar, a gente não escolhe os irmãos que devíamos escolher não. Como os outros casos, ele vai e acontece mesmo. E como os outros casos, tem briga, chateação, indireta, fora (no nosso caso não tem o pega-pa-capá que eu tinha com a minha irmã, rolava mordida, unhada, puxada de cabelo). E rola amor.
Amor sem olhar nos olhos, sem abraçar, sem sentir cheiro. Amor de falar no telefone e perguntar da mãe, da irmã mais nova, do periquito, do papagaio. Amor de ter apelido no diminutivo, por que irmão de verdade não chama pelo nome. Irmão que começa conversa com emoticon de coração. Irmão que a gente xinga e não se importa.

Irmão que é irmão por que, a mãe diferente, mas coração de mãe (e irmão) sempre cabe mais um.

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