de uva.

Descobri qual o meu sabor de bala favorito.

Em 2009, eu estava doente. Tossindo as tripas pra fora, com febre. Faltavam dois dias pra eu viajar pra Irlanda e eu estava de cama. Fui ao médico, tomei mil remédios por dois dias, na esperança de estar bem durante as 30 horas de viagens/conexões (Recife-Rio-São Paulo-Londres-Dublin).
Eu fiquei melhor. Não bem, obviamente.

No último voo, tudo ficou pior. Londres estava fria, o aeroporto estava frio e eu tive uma crise em plena sala de embarque. A crise continuou até o avião.
Quando eu ia chamar o comissário pra comprar uma água (pois é, comprar), um irlandês de pulôver azul escuro, cabelos escuros e olhos azuis por detrás de um óculos de grau de armação preta me passou uma bala. De uva.

Sexta-feira, lá estava em, em pleno Candeias/CDU.Novamente, colocando as tripas pra fora. Tossindo, espirrando, morrendo. E um senhor sentado na cadeira na minha frente, estende a mão e me dá uma bala.
De uva.

A bondade tem gosto de bala de uva, acho que esse é o segredo de tudo.

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