o que eu te desejo pra 2012

“- O que é mais importante para Quino?
– A liberdade.
Diz isso sorridente mas seguro.
– E alguma coisa mais fácil de conseguir?
Pensa um pouco, coça a cabeça e me olha com um certo ar de perplexidade.
– Não sei, não tenho ideia. A liberdade – ele insiste, teimoso – Bem, posso acrescentar esse outro tipo de liberdade que a pessoa concede a si mesma, além daquela que tem que ser dada pelos outros. Fico intrigado ao ver que nos meus sonhos tenho uma imaginação fabulosa e uma liberdade de movimentos que não tenho quando estou acordado. Esse tipo de liberdade também é indispensável: a pessoa não deve se autobloquear com preconceitos e coisas que a limitem”.

Trecho de uma entrevista do Quino para Majura Torres.

Eu não gosto de ano novo. Essa coisa de fazer planos, relembrar o que você podia ter feito e não fez, o que você podia ter crescido e não cresceu. Mas não significa que eu não queira algo melhor do mundo.

E para 2012, eu desejo o difícil. Desejo a liberdade.
Desejo a liberdade de fazer suas escolhas. De ficar com quem você quer, na hora que você quer. Desejo a liberdade de fazer do mundo um lugar seu. E desejo que você deixe os outros livres para fazerem um mundo o lugar deles também.
Quero a liberdade de ler meus quadrinhos embaixo de uma árvore morrendo de alergia das formigas me picando. Desejo ir pra Bahia, pra o Rio de Janeiro e pra Alemanha. Desejo apresentar pra o mundo algo que eu tenho me dedicado. Desejo sentir mais um ano do abraço magrelo mais incrível do oeste. Desejo sentir muitos abraços, de várias pessoas. Desejo justiça no mundo. Desejo que meu umbigo não seja tão importante assim. Desejo não me arrepender de cortar franja e que meus sapatos não me incomodem mais. Desejo um quarto maior. Desejo que meu blog seja algo capaz de fazer as pessoas perderem um pouco de tempo aqui.

Sei lá, a verdade é que eu desejo o que você quiser. Desejo que você seja livre pra desejar o que quiser. É difícil, mas vale a pena.

É.

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para novos 365 dias.

Ou 366, já que ano que vem é bissexto.

Resolvi juntar as coisas que mais gosto: lista e exercícios de memória, criando um top coisas. Várias coisas e todas as coisas. Vamos lá.

TOP 3 filmes do ano:
1. Harry Potter 7.2
2. X-Men First Class
3. O Palhaço

TOP 3 livros que eu li no ano:
1. Brumas de Avalon
2. O Exorcista
3. Retalhos

TOP 3 coisas que eu não parei de fazer em 2011:
1. Roer unha
2. Comer muito
3. Dormir tarde

TOP 3 coisas que eu descobri em 2011:
1. Sites chineses
2. Game of Thrones
3. Craig Thompson

TOP 3 CDS que eu ouvi em 2011:
1. Hanson – Shout it Out
2. The Cab – Symphony Soldier
3. Hanson – Middle of Nowhere

TOP 3 decisões que eu tomei em 2011:
1. Não cortar o cabelo tão curto de novo
2. Evitar tomar tanto refrigerante
3. O que pretendo estudar para a minha monografia.

TOP coisas que eu vou sentir falta em 2011:
1. O corsa branco full version
2. Khal Drogo
3. Do peso que eu tinha no inicio de 2011

Enfim, que 2012 seja bom, que o mundo só acabe depois que eu ver Mercenários, Avengers e O Hobbit. E depois de comer tudo o que eu quiser comer.

black balloon

Então é natal.

Acho que sou o único ser no mundo que ainda consegue falar ‘então é natal’ sem odiar a Simone eternamente. Amo o Natal. Sem neve, sem árvore, sem presente. Amo o natal por ser natal mesmo.
Assim, de graça.

Já passei alguns anos sem comemorar o natal. Tipo ano passado. É engraçado como um ano sem comemorar modifica a minha visão de mundo. E do natal posterior.
Nesse natal, minha família parece que está preparando cada detalhe. Até eu.

E cada detalhe significa, na maioria das vezes, amor. Amor em tudo. Amor em todos. E para todos.

Por isso, feliz natal. Feliz amor.

de uva.

Descobri qual o meu sabor de bala favorito.

Em 2009, eu estava doente. Tossindo as tripas pra fora, com febre. Faltavam dois dias pra eu viajar pra Irlanda e eu estava de cama. Fui ao médico, tomei mil remédios por dois dias, na esperança de estar bem durante as 30 horas de viagens/conexões (Recife-Rio-São Paulo-Londres-Dublin).
Eu fiquei melhor. Não bem, obviamente.

No último voo, tudo ficou pior. Londres estava fria, o aeroporto estava frio e eu tive uma crise em plena sala de embarque. A crise continuou até o avião.
Quando eu ia chamar o comissário pra comprar uma água (pois é, comprar), um irlandês de pulôver azul escuro, cabelos escuros e olhos azuis por detrás de um óculos de grau de armação preta me passou uma bala. De uva.

Sexta-feira, lá estava em, em pleno Candeias/CDU.Novamente, colocando as tripas pra fora. Tossindo, espirrando, morrendo. E um senhor sentado na cadeira na minha frente, estende a mão e me dá uma bala.
De uva.

A bondade tem gosto de bala de uva, acho que esse é o segredo de tudo.