sobre aranhas, cachorros e garotinhas ruivas

Eu sempre fui fã de quadrinhos. Meu sonho era saber desenhar e poder colocar t0dos os meus pensamentos ali, com desenhos. Quadrinhos são simples. E explicam tantas coisas! Mas eu nunca soube fazer nada que não envolvesse traços retos (e até assim meio toscos) e franjas (todos meus personagens tem franjas).

Acho que é exatamente essa falta de capacidade com desenho que me faz gostar ainda mais de quadrinhos. Primeiro a Turma da Mônica, Zé Carioca e, um dos meus eternos favoritos, Tio Patinhas. No ensino médio veio a Mafalda. Depois Calvin, Hagar, Garfield, Peanuts. Já na primeira faculdade, apareceram os X-Men e o Iron Man. Depois os mangás. E em Museologia, chegou o Sandman. E o Mauz, Persepolis, O Chinês Americano.

E essa semana descobri dois que fizeram meu coração balançar. E me fizeram chorar.  Puny Parker e Valente. Ambos do Vitor Cafaggi. Li tudo em um fim de semana só. E reli ‘Valente’ na casa do meu primo ontem.

E me apaixonei assim como o Valente olha o sorriso da Dama e percebe que a vida dele mudou. Para sempre. Tudo por causa de uma anedota sobre tomates, por causa de um cachorro de orelhas caídas e garotinhas ruivas.