random parte 1.

15 coisas aleatórias sobre mim

1. Eu não gosto de dirigir. Não dirijo mesmo. É cansativo, chato e meu tornozelo doi.
2. Já quis ser bailarina, pediatra, arqueóloga, arquiteta, decoradora.
3. Preciso de uma sapatilha turquesa.
4. Aliás, turquesa é a minha cor no momento.
5.  Já assisti ‘Tangled’ mais de 10 vezes em duas semanas
6. Quando a criança chega aos 2 anos, eu começo a odia-la.
7. Provavelmente não vai acontecer mas… eu tenho todo o meu casamento planejado.
8. Eu transei hoje.
9. Vivo quebrando coisas
10. Quero dois lhasa apso: um branco chamado Shion, um marrom chamado Dohko.
11. Coleciono cadernos.
12. Tenho que parar de comprar sapatos.
13. Até dois meses atrás, eu não usava nada que não fosse all star ou adidas.  Hoje em dia, eu me acostumei a usar sapatilhas.
14.  Sapatos vermelhos.
15. Azul, todos os tons. Do marinho ao turquesa. Do mais apagado ao mais profundo.

aos 20

Sábado eu fiz 20 anos.

Abri o jornal e, como todos os dias, rendi-me à coluna social (O café da manhã da familia pernambucana) e descobri que o nosso amado governador (no plural, ele foi o governador mais votado do brasil – até eu votei nele) fez 20 anos de casamento no dia 22 de janeiro.

Ou seja, ele casou dia 22 de janeiro de 1991. É certo que eu não casei nesse dia. Eu nasci nele.

Era a primeira filha da segunda gravidez. Heloíza, teutônico, guerreira famosa. Puff. Quem acredita em significado para nomes mesmo?
Tenho uma certeza de que as últimas horas da minha nova idade são sempre péssimas. Normalmente, críticas sobre os 365 dias anteriores. O concurso que eu não fiz, o emprego que eu não arrumei, o peso que eu não perdi.
Ao meio-dia, eu ouço um ‘parabéns’ e ganho um beijo. As horas anteriores devem ser deletadas do meu HD mental e eu devo lembrar que terei mais 365 dias esperando para o próximo 22 de janeiro.

A única coisa que eu preciso é começar à acordar depois de meio-dia.

solo mio

Pegar ônibus é uma arte. Sério.

Você sobe aquelas escadinhas, atravessa um portal e pagar (no meu caso) 3,40. E um enorme corredor de pessoas, cadeiras, janelas.

No extremo canto, uma cadeira sozinha. Raramente, sozinha de verdade. Apesar da falta de janela, do calor, de ser o primeiro lugar onde as pessoas vão se ‘entocar’ quando o ônibus começar a ficar realmente cheio, eu amo a cadeira solitária. Amo não compartilhar meu sofrimento, cheiro e agonia dentro de um ônibus. Amo ficar distante, ouvindo anberlin em auto e bom som. Amo o não toque de ombros, pés, joelhos e cotovelos; a divisão de sacolas, mochilas que ocupam muito espaço, pessoas que ocupam muito espaço, espaço que ocupa muito espaço.

Eu gosto da minha solidão indo para o estágio ou indo para a UFPE. Afinal, minha alergia não atura os outros. Nem eu.

pela noite

– Me irrita o fato de estar sempre longe das pessoas que eu amo.  – chutou uma latinha de coca-cola diretamente para o bueiro mais próximo – Elas nunca estão aqui. Nunca.

– Talvez seja exatamente por isso que você as ame – foi o que ele disse, antes de dar um último trago no cigarro.

Ela suspirou. Até que fazia sentido…